O Coração que Ensina…

Eu vi minha criança, não em um espelho, mas em um gesto. Num olhar que pousou em mim com o encanto de mil reencontros, num sorriso que parecia saber dos meus desejos antes que eu os contasse, num sopro de presença que acalmou tudo o que em mim era pressa. Há quem diga que reconhecemos... Continuar Lendo →

Versos para Minha Filha Caya

Tu és herança do Òrun, promessa que a Terra me fez. És semente que escolheu meu ventre, flor que o tempo não despetala. Meu rezo de pés descalços, minha alma de pele clara. Hoje brilhas com dezenove sóis, e cada um deles te fez mais forte. És presente dos ancestrais, cuidados cumpridos em terra, és... Continuar Lendo →

O Tempo como Escultor: A Arte de Envelhecer

Dizem que a juventude é um presente. Um sopro fresco, um campo aberto, uma manhã ensolarada. Na juventude, o corpo obedece aos sonhos, o fôlego se multiplica e as possibilidades parecem não ter fim. É o presente da natureza, que nos oferece vigor para abrir caminhos e descobrir horizontes.Mas há um outro dom, silencioso, que... Continuar Lendo →

Feliz Dia dos Pais

O filho não gostava de morar na casa do pai.Isso era por causa da constante "irritação" de seu pai. “Você está saindo da sala sem desligar o ventilador.” “A TV está ligada na sala onde não há ninguém. Desligue!" “Mantenha a caneta no suporte.” O filho não gostava que seu pai o importunasse por causa... Continuar Lendo →

União Fraterna

Cântico dos degraus, de Davi OH! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Aarão, e que desce à orla dos seus vestidos. Como o orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o SENHOR ordena... Continuar Lendo →

Murilos

Texto 1 Três interrogativas para o novo apartamento: - Tens certeza de que amas o teu cachorro? - A casa era enorme, ou foi a solidão que a tornou espaçosa? - Há vaga na garagem? Nota: No meu pior plantão, você também derramou lágrimas. Esta será a ode das lembranças sobre você. Obrigada por me... Continuar Lendo →

Anna,

Quem foste? Menina, mulher, mãe, ternura, aventura, ventura? Que histórias habitaram teus olhos? Que linhas traçaram tuas mãos? Que segredos silenciaram? Mãos, o que diziam? As cartas, o que sussurravam? Tempo que nada conta – o que lia, Heiermann? Sorrisos tímidos: acolhedores, pacificadores. Saberes inquietos? Ou olhares desconfiados, como os nossos? Veja o desse… teu... Continuar Lendo →

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