Copo da Sede

Não é o vazio do copo, Nem a ausência da sede. É o ser gritante na dose, Ignorância, não ter. Lamento, não ser, Indiferente, não ver. Não é o transbordar do copo, Nem a sede da dose. É o ser escorrendo na sede, Ignorância, não ver. Lamento, não ter, Indiferente, não ser. Percebo, não consigo... Continuar Lendo →

Dose Sem Sede

Sinta o ar que abraça e entrelaça a pele, em doses extremas, na tensão. Sinta a eletricidade do copo chocar-se com cada vontade única que a mente atiçada provoca. O corpo ferve; a boca saliva por mais uma dose, em meio ao cômodo vazio, frio e impetuoso. Não importa o gosto do gozo. Garanta o... Continuar Lendo →

Sou corpo. Qualquer corpo.

Sou corpo. Qualquer corpo.O que passa, o que fica, o que atravessa.Antes da massa, antes da forma, antes do barro. O corpo já sabia dos pesos do mundo, da sede infinita, dos limites dos goles. Febre infinita. A sede transpassa a alma. Devo correr? Meu corpo é copo antigo: lascado nas bordas, com alguns hematomas,... Continuar Lendo →

Tua letra na minha pele

Se houvesse espaço e o pincel estivesse nas suas mãos, o que a poesia escreveria na alma? Garatujas, versículos, cartas escritas, descritas, receitas pormenorizadas, romantizadas... Haveria uma carta? Escreveria uma, mesmo que não fosse uma carta de amor, e sim, uma carta da existência, da resistência, da história, das outras vidas, da nobreza ou da... Continuar Lendo →

A vida não queima sem seus ácidos.

A boca que não prova palavras hídricas, não sente a junção das hídricas. A vida não queima sem seus ácidos, corpos ciclópicos, líquidos cítricos. Mãos aguçam olhares, relâmpagos invadem esôfagos. Estômagos não digerem luz, fumaças vagam no espaço. O oxigênio potencializa os sons graves, um pulsar, sem estrelas, sem Freud, sem mapas. Um magnetar girando... Continuar Lendo →

Corpos

Guardo o corpoa mente, o afeto, os corpos.O gesto que gesta o dia.Guardo a cartola das boas-vindas.[vais o tempo...]Já concebeu a alma no corpo? Guardoem um altar de sorte,num que embelezanomes, esperas e tempos.Guardo para o que podechegar… ou não.[ir corpo deste século]Já rezou dentro do corpo? Guardo em gestos ilusórios,em rezos mudos, com demasiados... Continuar Lendo →

Adentra o Corpo no Barco

Na margem do rio, onde o sol beija a água, um corpo se deixa levar pelo fluxo da existência. Adentra o corpo no barco, uma jornada sem destino, apenas o movimento da corrente.A pele, como uma lâmina de prata, reflete o brilho do céu. O calor insalubre dos fornos da vida não conseguiu quebrantar sua... Continuar Lendo →

Entre Lençóis e Sonhos

Ela desejava em seus lençóis sentir o abraço envolvendo seus cabelos, os dedos prendendo seus anseios, a boca falando sobre a vida dos deuses e a respiração falando por eles. Tanto sentir fazendo sentido, tantos outros persistindo... Outros, indo ao vento.Ela desejava, sabendo que não deveria. Mesmo longe, disperso, mesmo que não sentisse, visse ou... Continuar Lendo →

Amanhecer…

Ele chega, sua casa, seu lar.O jantar ainda posto na mesa.Consciências para a vida!Pele vazia: suas noites vazias.Poesias coladas na geladeira.Cerveja barata — não bebem!Tira a roupa, a capa do verão.Joga a nudez no cabideiro.O amor adormece no chuveiro!Ela não usa mais maquiagem,Mas pinta seus lábios de seu;Arranca a lingerie que sobrou.Atravessa o corpo de... Continuar Lendo →

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