Ergo meus olhos para os montes: de onde virá o meu socorro? Meu socorro vem de D-us, que fez os céus e a terra, que soprou o mar em dois, que escreveu nos céus constelações para guiar-me. Ele é escudo e fortaleza, canto e vitória, coroa e esperança. Se quiserem meu silêncio, darei cânticos; Se... Continuar Lendo →
Vincas, As Marias.
O inverno da folha é como singrar a alma. A vida transcende o ensejo do tempo... Falece a folha, nasce outra vida. Cassiane Souza
Necessidades
¡Trabajar, perseverar y amar!
Eu Morro
Eu sempre morro. Ao pôr do sol, eu morro. Morro quando fecho a porta e tiro a roupa do dia, morro enquanto a água do chuveiro escorre os restos mortais amontoados sobre a epiderme. Morro quando coloco a roupa que virou pijama de inverno, quando as estrelas invadem as janelas dos quartos, quando mergulho no… Continuar Lendo →
Paraíso
Sobre a realidade do sentir, os versos que fiz para mim, em que sentimentos nulos se diluem sob a chuva que cai aqui. A folha que borra a tinta, o desenho distorcido na parede, reflete o chão encharcado de cor, onde risquei a poesia e desfiz o amor. A água insiste em percorrer, apagando a... Continuar Lendo →
Portal 10/10
EU RECEBO AS BÊNÇÃOS DO UNIVERSO.EU SOU ABUNDÂNCIA.EU SOU PROTEGIDA.EU SOU GUIADA.EU SOU PRÓSPERA.TUDO O QUE É MEU ENCONTRA O CAMINHO ATÉ MIM COM FACILIDADE. 519 7148
O som da manhã.
A beleza da orquestra das quatro e pouco,quando a cidade ainda não dorme. Um galo ensaia ao longe.Um ônibus ou outro acorda a rua.A primeira porta se abre. E os pássaros,esses músicos sem salário,já afinam as ruas nos galhos. Tem um jornal qualquer,uma notícia nova,uma canção antiga. Decido que quero de voltameu rádio de pilha…. Continuar Lendo →
Eu sou o que consigo ser
Eu estou onde consigo estar,E sou o que consigo ser no presente.Não é muito, nem é pouco,É o que sou. O que permito ser.Ontem, fui venerável, e, suscita,Hoje, esgotada, frágil e esplêndida.Amanhã, não sei... Quem sabe?Sou como uma pétala caída na calçada,Um jarro de mesa no Shabat,Um simples buquê de aniversário.Caule, botões, espinhos, raízes,São partes... Continuar Lendo →
Tarde
Uma da tarde…Sol, chuva, vento,Ausência da água,Presença do aflato,Nuvens, céus. Dois da tarde…Sol, água, bafejo,Ausência do vento,Presença da garoa,Nuvens, sol. Três da tarde…Sol, bochorno, chuvisco,Ausência do apagador,Presença do Éolo,Nuvens, céus. Quatro da tarde…Sol, borriço, sueste,Ausência de mim,Presença de tu,Nuvens, sol. SOLdade. Inspiração, dezembro de 2021.
Uma capivara no meu quintal
Da minha janela, vejo as capivaras na lagoa. Elas chegam como quem não deve nada a ninguém. Nem ao banco, nem ao chefe, nem às expectativas alheias. Não pedem licença porque quem vive em paz não precisa. Elas apenas chegam, se acomodam e fazem o que vieram fazer: existir. Tenho pensado nisso nesses dias de… Continuar Lendo →
Perdi o tesão no meio do ato
Perdi o tesão no meio do ato. A tensão é muscular, mas a pele parece rasgar o osso. O nojo é biliar, mas parece transbordar pelas frestas do esboço. A vontade é mental, mas parece agonizar no espiritual. Talvez uma última mentira que invento ao acordar: ela precisa de mim! Essa é a fórmula que… Continuar Lendo →
Tinha um Texto
Estava programada para subir até as nuvens lilás, até a entrada da casa do sol. Um texto sem cor, sem linha tênue, sem sentimentos, achismos, divindades, poesias ou flores. Um texto vazio, só palavras e algumas estrofes. Preparei uma escada de cetim, trançada com renda e pérolas. Estava pronta para subir com os versos. Levaria… Continuar Lendo →



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