
Ainda preciso de um scarpin azul,
Para amarrar sonhos, não deixá-los à deriva.
Um passo à frente, um nó bem dado,
Para não desgrudar, para não esquecer.
Em baús esquecidos, lembranças se desfazem,
Como ondas quebradas, relações se despedem.
Prioridades mudam como a maré,
Gravando memórias, como nó de marinheiro.
No tapete de areia, um nó trágico,
Sufoca a apresentação, afoga o coração.
Cobalto e angorá, contraste sutil,
Entre aparência e realidade, um nó indissolúvel.
O eco do Shofar ressoa,
Chamado para refletir, crescer e renovar.
Oceano de esquecimento ou chance de renovação?
O scarpin azul aguarda, com nó de marinheiro.
O Mar do Gajeiro por Cassiane Souza em temflor.com



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