Va’eira significa “E apareceu”. Não é uma aparição espetacular. É um revelar gradual. A Torá diz que D-us Se mostrou a Avraham, Itzchak e Yaacov de um modo, e agora Se revela de outro. A Cabalá ensina que a revelação nunca muda a Essência, muda a capacidade de quem percebe. O Zohar observa que Va’eira... Continuar Lendo →
O Equilíbrio Invisível: a cura como gesto ancestral
Há tempos em que o corpo pede silêncio, em que a alma pede limpeza e o coração pede leveza. São momentos em que sentimos que o campo energético precisa ser aberto, que algo em nós quer respirar de novo. Cuidar, nesses tempos, é mais do que tratar sintomas: é reatar o fio com o sagrado... Continuar Lendo →
Terapia comunitária: a escuta como medicina
Há dores que não precisam de remédio.Precisam de ouvido.De um silêncio que acolhe.De uma presença que não julga. Em tempos em que cada um carrega sua pressa e seu próprio desassossego, a escuta se torna uma forma de cura. Não é o conselho que sara, é o espaço que se abre para que o outro... Continuar Lendo →
Fluxo interrompido
O afeto esfriou. Um frio que escala a femoral, a ilíaca e congela a veia cava inferior. O átrio não suporta, morre sufocado. Não há ar que aqueça tanta indiferença, sofrimento, mazelas. O corpo social emergiu em colapso. O que antes pulsava em rede agora se retrai como capilar que perde o fluxo. Eu vi... Continuar Lendo →
Domingo, esse esnobe de chinelo.
Domingo, esse dândi ensolarado de meia furada e croissant requentado, desfila pela semana como se não soubesse que é o dia mais hipócrita do calendário. Um paspalho engravatado de preguiça, com ares de conde em férias, fingindo neutralidade entre o caos da sexta e o martírio da segunda. Ah, o domingo. Esse aristocrata falido que... Continuar Lendo →
Ao Passo do Passado
Por onde esteve o antigo baú, guardião de segredos e histórias esquecidas?Quantas léguas de bruxaria, mistério e dor sobreviveu o velho baú?Baú mofado, largado, naufragado, testemunha silenciosa de eras passadas. Ó D-us das deusas esquecidas, das bruxas queimadas, das mulheres apedrejadas, das índias violentadas, das irmãs acorrentadas,que choraste lágrimas de sangue e dor,que ouviste gritos... Continuar Lendo →
Ah, Geremias!
Os meninos são anjos caídos,Olham como se fossem donos do trono,Vestem como se nada houvesse. As meninas são diferentes…Não são como Eva, Lilith ou Esmeralda…Dançam, mas não evocam nada,Suas saias sem roda, não giram nada. Ah, Geremias, cuida das nossas meninas! Os idosos são sofridos,As crianças parecem mentiras,E nós, os adultos, somos os piores! Não... Continuar Lendo →
Uma rede de destino
Uma rede de destino, tecida ao longo da caminhada, te envolve em suas malhas intricadas, ligando-te a um passado repleto de segredos e mistérios, como uma rede de pescador que é lançada ao mar. Quantas vidas foram traçadas em tua alma, como um hieróglifo cifrado, aguardando ser decifrado? Nas amarras de sobre vidas e vindas... Continuar Lendo →
Impresión
É preciso interpretar papéis? Precisamos de documentos que comprovem nossos nomes e apelidos, que afirmem que nosso rosto é o reflexo do povo. Precisamos de computadores para confirmar passaportes, de letreiros e luzes para decolar, de carimbos autorizadores de desembarque e de etiquetas nas caixas. Precisamos de identidades eletrônicas, para evitar o olhar nos olhos... Continuar Lendo →












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