
Os meninos são anjos caídos,
Olham como se fossem donos do trono,
Vestem como se nada houvesse.
As meninas são diferentes…
Não são como Eva, Lilith ou Esmeralda…
Dançam, mas não evocam nada,
Suas saias sem roda, não giram nada.
Ah, Geremias, cuida das nossas meninas!
Os idosos são sofridos,
As crianças parecem mentiras,
E nós, os adultos, somos os piores!
Não sabem a que vieram,
Não sabem por que estão,
Querem ir, mas têm medo da volta.
Retornarão?
Se matam por poder, vícios,
Se matam por doses de qualquer ofício,
E, quando não, morrem por besteiras tolas,
Em algum presídio sem grades, cadeados ou destino.
Ah, Geremias… Estou exausta.
Inspiração, março 2024.



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