Sábado, noite de outono, silenciosa e serena.
Quero-te, Passarinho, com todo o meu ser.
Matei a rosa do jardim, símbolo do nosso afeto,
Fiz a cama com seda, para te receber.
Maquiei as marcas de expressões, para esconder a dor,
E preparei o ambiente, para te esperar.
Passarinho, você vem? Ou será apenas um sonho?
Fiz café, há chá e mandarinas da colheita,
Para acalmar a saudade e a solidão que me aflige.
É sábado, Passarinho, e tudo aqui está tão frio,
Esquisito e vazio, sem a tua presença.
Sei que hoje você não virá, mas queria,
A chuva do teu corpo, o toque da tua mente.
Queria sentir teu cheiro, teu sorriso,
E o calor dos teus braços, que me abraçam.
Mas resto aqui, sozinha, com apenas,
A lembrança do nosso afeto, que não se apaga.



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