O Sim e o Não

Em meio às ervas daninhas da dúvida e da incerteza, muitas vezes nos encontramos diante de uma escolha difícil: o ‘sim’ ou o ‘não’. É como se estivéssemos diante de uma encruzilhada, com caminhos que se bifurcam em direções opostas. O ‘não’ mais difícil é aquele que gostaríamos que fosse um ‘sim’, mas por não ser uma situação ou momento ideal, acaba-se escolhendo o ‘não’.

Mas, meus caros, não se enganem. Nem todo ‘não’ é negativo ou recusa. Talvez seja apenas resguardo para si ou para o outro. É como a lavanda, que protege e acalma, mesmo que pareça frágil. Tanto no ‘sim’ quanto no ‘não’, existe respeito, zelo, amor. É como o orvalho que cai sobre a grama, refrescando e revigorando.

Eu gostaria do ‘sim’, é verdade. Até posso, não devo. E se devia dizer ‘sim’, não disse. Não disse. Mas, ao refletir sobre isso, percebo que o ‘sim’ soa como prisão e o ‘não’ como liberdade; ambos são iguais. Ambos nos elevam, como a águia que voa alto, livre e poderosa.

O Tempo é um bom Senhor, que nos ensina a lição da paciência e da reflexão. E o amor também deve ser, como a rosa que floresce em meio às adversidades, perfumando o ar e alegrando o coração.

Então, meus amigos, não se apressem em julgar o ‘sim’ ou o ‘não’. Não se deixem levar pelas aparências. Pois, muitas vezes, o que parece ser uma escolha fácil pode ser, na verdade, uma escolha difícil. E o que parece ser uma escolha difícil pode ser, na verdade, uma escolha sábia.

Que possamos aprender a ouvir a nossa voz interior, como o sussurro das folhas ao vento. Que possamos encontrar a sabedoria no ‘sim’ e no ‘não’, e que possamos viver em harmonia com o Tempo e com o amor.

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