Faz tempo que não pertenço.
Faz tempo que não habito.
Opções… nenhuma quero como companhia,
nenhuma como presença,
nenhuma quero presente.
Que raios!
E se fosse tu,
o que faria com sua presença?
Um estar vivo morto.
Sinto muito.
O que sobra?
Dois cafés frios.
Um corpo de carne absolutamente desfalecido
e um contato na agenda.
Toda cor perdeu a graça, a beleza e o aroma.
Minhas casas preferidas já não são lares.
Amigos que amam, mas também já não são.
Ruas com carros loucos,
jovens tecnológicos,
copos vazios.
As flores mudaram…
Moribundas pétalas, galhos, raízes;
espinhos que arrancam sorrisos mortos.
Ausente cidade.
E se fosse eu,
o que faria com seu abraço?
Não somos bem-vindas, Alma minha.
D-us nos perdoe.




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