Ah, as folgas das segundas-feiras!

Hoje, segunda-feira, depois de algum tempo, revisitei o mar, a praia, deixei as areias tocarem minha pele e habitarem meu ser. Notei pessoas, gentes e gaivotas, filmei cachorros e crianças brincando ao pôr do sol (não é o mesmo sol todos os dias), tomei meu chá, li algumas páginas, ouvi música de gente normal e sã (talvez eu não seja), fofoquei assuntos da atualidade com as adolescentes, liguei a câmera ao vivo e reclamei da coluna e da falta de banheiros públicos.

Durante anos, meu descanso semanal foi aos domingos e segundas-feiras, e o que fazia nas segundas? Praia. Um ritual harmonioso: domingo, faxina na casa e no corpo; segundas, na mente e no espírito. Um mantra pessoal para continuar na vida.

O que conquistei com isso? Nada, né!? Apenas tempo para tomar mais erva-mate e tempo para compreender a importância do parar e do reconectar com o Universo, com o Criador e com a Criatura.

Entenda, não é a folga, o descanso semanal, as férias ou as sextas-feiras como alívio do cumprimento obrigatório; é o religar as energias com o Cosmo, com o Divino e com a própria alma.

Trabalhar, estudar, produzir, administrar, conquistar, divertir são construções importantes e sustentáveis para as alegrias e as razões do viver e do sobreviver. No entanto, o parar e admirar é importante para a continuidade do construir saudável. Indiferente se é um ato discreto no dia-a-dia ou algo grandioso em segredo, o tamanho, o feito, a glória e o pesar serão sempre relativos a cada ser, assim como as alegrias, as tristezas e as escolhas.

Os melhores eventos são nas segundas: jantares, casamentos, cafés, sambas, festivais, sessões, reuniões, festejos em coberturas, segundas chances, segunda temporada, segunda sem carne, segundo tempo, segundo filho, segunda oportunidade, segundas!

Mas a maioria deixa para “resolver” os boletins nas segundas-feiras. Enfim… segunda! Tudo normal, só ainda não sei exatamente o que é isso. Ao menos, eu comecei!

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