Arte: Pedro Ruiz Eu morava ali, Em algum ponto além da linha das árvores, Em algum ponto dentro do olho da figueira que plana na serra, Em algum ponto na pedra encantada com musgos milenares. Eu morava ali, No breu da cachoeira, por detrás dos véus sedosos das águas, No bocejar da onça que baila... Continuar Lendo →
Silenciar
Vento esvoaçando a água dos olhos - o grito recorrente. Lágrimas descem entre pedras e sangue, lançando toda sorte de bênção. Receba-me na fluidez das águas, sopre a fumaça no rosto, limpe-me com seu ouro, até que meus olhos brilhem. Minha índia, minha deusa, deixo aqui toda tristeza, angústias e avareza. Permita-me lavar-me, banhar-me em... Continuar Lendo →
Novilúrio
A pele toca sentimentos que expulsam o medo. Não toca o coração, não toca a existência; traz resiliência. As mãos retiram o fôlego, a pausa, o êxtase desenvolvido em águas geladas. Criam uma cachoeira em águas paradas, sós. E toda a multidão da mata numa imensidão de sons em comunhão das testemunhas. Um concerto aos... Continuar Lendo →






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