
A pele toca sentimentos que expulsam o medo. Não toca o coração, não toca a existência; traz resiliência.
As mãos retiram o fôlego, a pausa, o êxtase desenvolvido em águas geladas. Criam uma cachoeira em águas paradas, sós.
E toda a multidão da mata numa imensidão de sons em comunhão das testemunhas. Um concerto aos deuses e dois para a imersão.
Diversidade para inspiração, unidade para as vivências. Aho, Gratidão! Novilúrio, é tempo das trocas!
Sentidos aguçados pela exploração local. Olhos fechados, décadas passam sobre o reflexo da água — impossível o registro, impossível o labor da joeira, impossível o silêncio, impossível não sentir.
Nus, expostos ao raiar do sol. O corpo aquece, a água congela, o excesso pede pausa, a sede pede nuances do ato anterior — primeiro ato, segundo ato, décimo quinto ato dessa nociva eugenia.
No estupor do gozo, no recomeço da lírica, na libido consciente, nos lábios caprichados da rapsódia. Farei macramê com magnólia, crendo conseguir o néctar para dissipar o átrio.
Continuarei dando nós, nos enganando com a linha vermelha, comendo palavras macegas… dissolver egos!






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