João

Sonhei com o Efésios, de João. (Ou seria de John, Jão?) Quem é esse? Não acredito em coincidências. Que raios estão falando de São João!

Em Que Reino Dormes?

Em que reino moras, Passarinho? Pode ser na Galiza, onde o mar encontra o céu? Ou na Nigéria, onde o sol nasce forte? Habitas nos corações da Escócia, ou nas praias de Bali? Ou nas ruas de Paris, onde o amor é cantado? Talvez no Nordeste brasileiro, onde o sol brilha forte, ou no Oriente... Continuar Lendo →

Qual a Sua Razão?

Não é sobre esquecer ou não se importar — ela se importa. E você importa muito! Também não é como um rio sem vida; há vida deste lado do oceano, há vida neste lado do rio. Há silêncios imensos e inseguranças fluindo correnteza abaixo. Não é sobre fim de dia, embora seja fim. É sobre... Continuar Lendo →

Cinco

Cinco é sempre um outono moral (reinos caem, folhas voam). Cinco é o número dos amores que trago no peito. Sacerdócio rígido e misterioso, todavia sinérgico. Ou cálculo divino, humano. - Não sejamos tão pontíficos, Cassiel! Nota: Observa quando é o verão deles.

Devia Ser Proibido Chuvas Noturnas.

Dorme, Amahris, sob o céu choroso, A presença tua me basta, não os silêncios. Volta a sonhar sonos antigos, Sorria para si e amanheça em meus cachos. Por aqui, só chuva, melancólica e fria, Que me pira, invade, torce sono e sonhos. Desprazer que pinga, molha, canta, Devia ser proibido chuvas noturnas. Há uma proibição:... Continuar Lendo →

Guardado

Guardo em local aquecido e inexplorado, o afeto e o amável. O aroma e o olfato, os secretos não trocados dos segredos não falados. Os toques indispensáveis, olhares abençoados. Guardo, não mais que o necessário, bem menos que o esperado. O suficiente para outrora. Guardo o coração e a razão como cupom premiado, Um bilhete... Continuar Lendo →

Ver é do Reino

Secos, como o copo vazio; encharcados reinos, arretado primor que queima notas e palavras. Conversas, lábios, bondades e corações secos? Frescor quase frio, quase gelo, quase vestígios. Ríspidos ventos que norteiam estações inertes. Doutrinação matinal, silêncio noturno, sais tardios. Que leituras essenciais admiras, o que escutas? Ossos do ofício – demonstração nula, palavra muda. Vejo... Continuar Lendo →

Onde, Amahris?

O namoro acabou. Lástima! Larva, lavoura de sementes e correntes de sabores, espalhados no campo de girassóis, Amahris. Os girassóis são belos porque mentores zelam por cada semente colhida. Ah, as sementes... Fiz poesia e quis; refiz o sorriso e foste. Atravessaste pela partida e nunca mais olhei os olhos de azeitonas. O verão nem... Continuar Lendo →

Sonhe

Sonhei com o sussurro, com o grito abafado, com a cor de limão siciliano. Acordei cítrica, com perfume de flor de laranjeira, com bafo de jasmim e uísque de madeira. Fiz café forte tentando encontrar nas mãos uma rima para a pele. Toca todas as notas, retira o si, o sol. Dar ré, joga sal.... Continuar Lendo →

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