O namoro acabou. Lástima! Larva, lavoura de sementes e correntes de sabores, espalhados no campo de girassóis, Amahris. Os girassóis são belos porque mentores zelam por cada semente colhida.
Ah, as sementes… Fiz poesia e quis; refiz o sorriso e foste. Atravessaste pela partida e nunca mais olhei os olhos de azeitonas. O verão nem começou e vai o namoro correndo para o outro lado da vida – como pétalas, Amahris, voou.
Esqueceste o cavalo alado ao lado do inverno molhado?
Choramos também, Amahris. Nos tornamos secos e frios, como gelos ressecados, estamos.
Como vais voar, Amahris? Sem asas, sem os olhos de águia no cavalo celado no meio desse símbolo, atravessando salas, mares, sonhos, templos e tempos. Suas pétalas, Amahris…
Como vais ouvir que amaria, ainda que do lado oposto da estação? Amahris, ainda é o triz que não condiz e não diz nada além de mudas falas. São autos gritantes em olhos amêndoas fribrosos.
Um cordão envolto que pulsa o coração, uma chave que envolve, o cavalo que flutua em sonhos matinais.
Trabalha, Amahris. Ainda somos aprendizes. Ainda fico sem ar e sou aflito. Fluindo em toadas solas.
É o verão que vem vindo e eu gosto do frio. Ele vem tímido a passos lentos e largos, mas com tantos sóis a nos derreter, ele vem quente. Tenho alergia aos raios solares. Estou derretendo, Amahris. Derretendo como a vela que chorou uma queima e pousou a flor da madrugada. Derretendo-nos em nuances com suor e em vontades nunca seladas.
Amahris, queimei as flores! Derrete o amor e guarda o vento com o cheiro da mocidade e com a fotografia do homem que sonha alto e com maestria. Guarda o silêncio, o sorriso. Faça a vela com pavio forte. Acenda!
Onde o namoro começa, onde termina, Amahris?







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