
Houve uma manhã em que pegaste carona e nunca mais pudeste ser a mesma pessoa. Não sabias exatamente o que era, tão pouco em que foste transformada. Desejaste ser quem achavas que eras, procuraste ter o que antes não sabias que tinhas.
Nesta vida, tens a certeza de que não serás mais, cabe aceitar o que resta do ser, cabe receber a dor como está – desertada com músculos rompidos. Água com gosto de lama, cheiro de enxofre – salubá! A pele, os olhos, o corpo – anseios eternos – o que levaram não tem retorno, cicatrizes invisíveis que borram os anos…
Um acidente, um acidente, outro. O que levaram não tem cura… Evaporar…
Com o cigarro que acendes e não fumas, com o café que passas e não desgostas. Com o barco que nunca mais retornou, com a onda que não quer te afogar. Desaparecer sem sumir; como estar sem ser vista..? – Fácil…
‘Não desistas… se perdoas!, Encontra algo que faça sentido. Faça exercício, ajuda. Encontra algo para focar… Tenha um objetivo…’
Nota: Desculpa! Conheço as frases motivacionais. Conheço os mindfulls, mas não sei aplicá-los quando é para mim.
Traduzo o ocorrido em todos os idiomas, em várias línguas estranhas, na tentativa de encontrar uma palavra que faça sentido. Qual palavra?
P.S. Editado – a terapêutica sugere a palavra: Aceitação!









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