O texto abaixo refere-se à lenda de Seu Beira Mar, escrita por Léa Penteado a convite do chef Viko Tangoda, do restaurante que leva o nome da lenda, Seu Beira Mar, localizado no charmoso Centro Histórico de Cabrália.
“A Bahia, terra do sincretismo religioso, dos cultos de matriz africana e dos orixás, que inspirou na busca do nome para coroar a realização do sonho de um grupo de amigos de trazer nova vida e vitalidade ao Cais do porto de Santa Cruz de Cabrália.
Encontramos na força da lei, da ordem e da retidão de Pai Ogum e da força da maternidade, da geração e da criatividade de Mãe Iemanjá, o Seu Beira Mar, um lindo Caboclo da linha de trabalho destes dois Orixás.
Conta a história que um caboclo caçador certo dia andando por uma praia foi surpreendido por uma linda indígena e se encantou. Ao procurar o pai e o cacique para pedir sua mão em casamento, uma decepção! Ela estava comprometida e o pedido foi negado. Com um amor tão grande no peito, o caboclo arquitetou um plano, matou o pretendente para se casar com a amada.
Nem todo o amor afastou do caboclo um pesadelo aonde aparecia um indígena morto em uma praia. Certa madrugada saiu em busca do local e foi surpreendido por uma onda com um brilho intenso. Era Iemanjá que vinha cobrar a morte do seu filho. Queria o caboclo para lhe servir e, ao tentar levá-lo, surgiu Ogum anunciando que o filho era seu. Iemanjá refletiu e propôs à Ogum que o caboclo servisse a ambos. Até a 7ª onda serviria a ela, levando os pedidos dos que precisam da sua proteção. E atenderia à Ogum nas rogativas dos perdidos e aflitos nas beiras do mar, tormentas e naufrágios. E assim, Iemanjá e Ogum estão sempre nas praias acompanhando o Caboclo Beira Mar e nos inspirando na realização de nosso sonho!
Salve Seu Beira Mar!!! ”
Publicado originalmente em Seu Beira Mar












Como descrever este sentimento? Pessoas no mundo passando fome! Hoje em dia! Passando fome? É, fome. Você consegue imaginar o que é isto? No mundo, no Brasil, no meu estado, na minha cidade, quem sabe, em meu bairro… Há fontes que dizem que são treze milhões no Brasil. Eu sinto vergonha, impotente que me sinto. E, para esta impotência não há qualquer ‘citrato de sildenafila’ que resolva. O que resolve a fome é alimento, comida. Pago meus impostos, e não é pouco, e não somos poucos a fazê-lo. Nunca (NUNCA) soneguei um único centavo, e não somos poucos a fazê-lo. Mas, […]
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