Marujo, abraça nossas almas.



Aperta os pesadelos, afoga os anseios e leva embora todo empecilho que ainda pesa nos corpos náufragos.
Tua força nas águas é maior que a nossa. Então navega pelas bandas de lá e renova as de cá.
Traz o brilho da Rainha, que a pesca arrepia… guia os ventos, acolhe as tempestades.

Faz-me navegar com firmeza, com aquela esperança afogada na beira da praia.

Marujo, ilumina a nossa maré.

E quando o barco ranger pedindo amparo, que venham os Marinheiros antigos,
os que sabem conversar com as ondas,
os que entendem o segredo da noite líquida
e o mapa silencioso das profundezas…

Que eles soprem nossos nomes nas águas
e abram caminhos onde só havia neblina.

Que a Senhora do movimento e da riqueza viva do mar
abençoe nosso casco cansado, renove nossa travessia,
derrame prosperidade na maré do nosso corpo
e deixe cada onda carregar o que já não nos pertence.

Marujo… leva, lava e devolve só o que brilha.

O Mar do Gajeiro por Cassiane Souza em temflor.com

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