A Dança: Sem Posse, Sem Competição

Uma melodia sedutora, notas profundas, tom sensual, envolve e aquece a pele, inflamando o desejo. A rádio sussurra um concerto de prazeres.Corpos em harmonia, dançando em sincronia perfeita. Um solo, mas juntos, expressivos e elegantes. Sem antagonismo, apenas conexão.Os corpos se entrelaçam, se completam, se reconhecem, fundindo-se em um abraço ardente, sem limites. O prazer... Continuar Lendo →

Ao crepúsculo, meu pensamento se rendeu.

Dias de seda e fogo, rotinas que se desfazem,um café amargo, mãos que anseiam...Versos soltos, desassossego que arde. Sol nas plantas, roupas dançando no varal,água que beija a pele, sal que marca o destino... Imaginei as pedras portuguesas testemunhandosua beleza, enquanto o sol queima seu rostocom um beijo de fogo. O mar está para peixe?... Continuar Lendo →

O Arilho que Brilha

Todas os traçados foram escritos inebriantes. Que arilho brilha os olhos?Flertes num sentir de palavras efêmeras, na qual nunca soube o tom, o som, o dom. Importa mais a essência, o ser, os desígnios, o viver pleno de natureza magnífica.Que fito terreno lubridia vosso sentimento? Que sorriso derrete a mente? Que olhar baralha o corpo?Corpos... Continuar Lendo →

O Desejo que Talvez Nunca Existiu

Em sonhos, um jovem sábio surge,Cujos olhos ardem com curiosidade infinita. Seu coração bate forte, como um eletrocardiograma,Gravando cada pulsação, cada emoção, cada sonho. Seu toque seria suave como uma luva de borracha,Protege e exploraria, sem machucar. Sua pele, um campo de estudo inexplorado,Onde cada célula esconde segredos, desejos, mistérios. Seu beijo, um choque elétrico... Continuar Lendo →

Namorado, pt IV.

[Esse texto não é carta] Não há palavras, versos ou encantaria para sentir; não há nem mar! Não há sequer o sentir que a brisa nos ouvidos. Nada! Nem batom vermelho, nem faísca alucinante. Nada! Nem o corpo, nem espírito. Aquele "nada" descrito na última carta nunca mais foi embora. O falecer foi uma verdade... Continuar Lendo →

Febre no Inverno

Libertando-me da antiga pele, do suor ansioso, da febre fria. Troquei de batom, de crenças, de filosofias. Tirei as vendas dos olhos e comprei um termômetro novo. Esvaziei os armários, a casa; troquei de lar, não tenho mais vestidos.Acendi a última sálvia. É uma noite úmida, barulhenta; o vento assopra verdades, rasga véus, abre os... Continuar Lendo →

Parfum

Parfum, o cheiro na pele, o aroma no lençol e nunca estivera nele. Importa a essência do afeto, o sentir sem ser, sem precisar ser. Não soframos! Saboreie os aromas vivos, os sentimentos possíveis, os imprevisíveis. Providencie, prove todos os gostos, experimente o doce, o amargo, o suprassumo. Prove cada partícula de água que a... Continuar Lendo →

Café da Esquina

Trago o amargo do café da esquina, servido em copo de vidro, no bar da quinta avenida. Estou só, acompanhada apenas de minha fatia de bolo favorita. Meus olhos cansados admiram a vitrine repleta de ovos rosados e águas ardentes. É muito cedo para pedir o almoço, mas quero as batatas – as fritas, as... Continuar Lendo →

Namorado, III

É o terceiro ano que escrevo-te e inicio esta com uma confissão: a escrita parece não fazer mais nenhum sentido, mas sinto a penumbra e a ternura dos deveres e desejos de fazê-la. Afinal, nunca houvera sentido algum, apenas magnetismos consentidos, ora nulos em fervor, ora possuídos em glamour. Ah, namorado, o último ano foi... Continuar Lendo →

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