Estranho presente. Senti que a vida é brecha que desperta no céu. Ah, mas Cassie, nem creio nesse tal de céu, dilúvio, barco de pesca. Nem nós. O que acreditamos é no invisível que não vemos, no soprar que nos desperta em cada manhã, no sentir que faz o coração bombear oxigênio sem solicitar quase... Continuar Lendo →
Eu Perdi a Viagem.
Desisti de uns bilhetes que inventei no inverno. Depois de dois goles secos, percebo que nunca entraria naqueles trens. Mas eu compraria outro bilhete, Num trem com pouso calmo e silencioso, E se fôssemos nos abraçar por longos períodos nas estações, Levaria ramos, remos e um universo de magia. Um dia triste.
Poeta dos Trilhos
São três da tarde de outra terça, quando os trilhos cantam sua melodia, arrogantes, quentes, barulhentos, como um palhaço que clama por atenção. No outro lado da plataforma, um guri com chapéu roxo de palhaço e roupa listrada, prisioneiro de seu próprio espetáculo, recita versos que o vento arrasta. Cadê Lisbela, musa inspiradora, com violão... Continuar Lendo →
Acho Que Nunca Li um Romance
Poesias dos Andrades e Vinícius não contam. Poemas não contam. Os versos esdrúxulos de Fernando também não, como ele disse: "Todas as cartas de amor são ridículas." Se li, estava atrelado a alguma guerra, suspense, terrorismo ou envolvimentos desconexos. Lembrei de um livro cujas páginas jorravam sangue indolente. Inúmeras perseguições políticas, poetas calados, jornalistas e... Continuar Lendo →
Próxima Parada, Sal de Zipaquirá?
Uma estação de trem é um eterno vai e vem. Pessoas chegam, vão e vêm. Despedem-se, ficam e somem. Uns voltam de onde deixaram um adeus; outros vão para onde começaram e seguem. Assim é uma estação: muitas histórias, boas e ruins, sorridentes e tristes. Algumas são só chatices; outras, gratificantes. Tem dias chuvosos e... Continuar Lendo →












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