Às três da tarde, o telefone tocou. Não era o amor, nem a esperança; era o vazio do tempo carregado na mensagem cheia.
Extremos em momentos, reação do vazio.
Um fim com despedidas, uma consciência equilibrada.
Pele que escorre o sentir, fim que alivia a dor.
Místico de dois tempos: morte nos versos futuros.
Texto translúcido, enterro de um tempo.
O telefone tocou, amigo. Não era o amor; era a incompreensão na dor, era seu filho pedindo colo.
Foi a enfermidade necessária, as exigências do corpo para as pendências da alma.
Tempo que foi e não há.
Que o espírito permaneça na mesma paz que doou e na mesma sintonia que sempre emanou. Que a Luz esteja com os teus.






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