Estou cansado, Chefe!

Meditação: As leis de D-us e Declaração dos Direitos Humanos.

Cansado de estar na estrada, solitário como um pardal na chuva. Cansado de nunca ter um amigo pra me dizer aonde vai, de onde vem ou por quê. Principalmente, estou cansado de as pessoas serem ruins. Estou cansado da dor que sinto e ouço no mundo todo dia. É muita dor. São como pedaços de vidro na minha cabeça o tempo todo. Você consegue entender? — John Coffey | À espera de um milagre (1999).

Coffey, te entendo. É muita dor. Esta semana assisti o filme “À Espera de um Milagre” pela milésima vez. Não por querer, mas a filhota precisava de companhia. Ela tá meio que na saga das coisas do Stephen King, e “O Milagre” certamente é melhor que “It, a Coisa”, livro que, por acaso, ele nem recorda de ter escrito.

Enquanto assistíamos, discutimos sobre espiritualidade, situações sobrenaturais e respeito ao outro. A justiça é eficaz no tratamento dos outros? Agimos com humanidade? As Leis dos Direitos Humanos se fizeram presentes na minha mente, e alguns diálogos surgiram.

A verdade é que Coffey nos fez lacrimejar e pensar sobre respeito. É uma história atemporal que assombrará enquanto nós, como sociedades, continuarmos indo mal — não melhoramos, avisem à quinta dimensão! O ser humano é, e continua cruel, embora a bondade exista e vigore. A humanidade ainda caminha por estradas sombrias e mórbidas, matando em nome do amor, da bondade, da crença e por “valores” não compreendidos e discutidos.

Sei que a ira pode tomar conta do coração, da mente e do corpo. Eu sei, pode ser foda, mas é preciso ser bom. Nunca aceitei bem a ideia de “dar a outra face”, o perdão em si e a consunção dos feitos. Afinal, perdoar é absolver, e isso, em alguns casos, parece muito, soa injusto, não que seja. Não sou vingativa. Evito conflitos e pago preço alto para evitar problemas.

Porém, existe tanta justiça mal aplicada que as mãos sujas parecem justificar meios. Coffey é a figura feia e desastrosa que normalmente ignoraríamos — preto, pobre e assassino. Parece um perfil perfeito de vitimismo, e é. Mas havia milagres presentes. E isso muda a perspectiva, a ideia de julgamento, crenças, sonhos, gentilezas, etc.

Quando a presença do sopro divino chega, a injustiça desfaz todo desentendimento, e o amor incondicional sobrepõe medos, angústias e sofrimentos. E quando a justiça do homem falha, o que resta? Quantos esperam por “milagres”, como a tal da empatia?

Sou uma empata, mas não estou tão boazinha. Tento analisar, oportunizar todos, mas tenho muito que melhorar; eu sei. O problema é que parecem jogar dardos o tempo inteiro, e o alvo vai destruindo-se até o ponto em que os lanços voos não fazem mais eficácia, por mais sofisticados que sejam, não atingem o alvo; ele tá acabado e precisa ser substituído.

O lado bom? Não tem lado bom; os dardos são apenas fardos jogados em algum canto. Não seja o alvo, mas se for, lembra: ninguém atira pedras em árvore sem frutos.

Se vivo, Michael Duncan, o ator que interpretou John Coffey, faria aniversário no último dia 10 de dezembro. Espero que ele tenha alcançado o milagre dele. Sigamos aguardando os milagres que, com direitos ou sem direitos, nos pertencem. Espero que eu tenha crédito acumulado na galáxia estelar, pois nesta vida não está sobrando. Se cuide!


A reflexão sobre as palavras de John Coffey, de “À Espera de um Milagre”, nos leva a questionar a justiça, a compaixão e a humanidade. As Leis de D-us, presentes na Torah, nos guiam para uma vida ética e moral. Paralelamente, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) reforça princípios fundamentais de dignidade, igualdade e respeito.

Que possamos, juntos, honrar os mandamentos de:

1. Respeitar a vida e a dignidade (Torah: “Não matarás”; Declaração dos Direitos Humanos: Art. 3).
2. Amar ao próximo como a si mesmo (Torah: Levítico 19:18; Declaração dos Direitos Humanos: Art. 1).
3. Buscar justiça e compaixão (Torah: Êxodo 23:6; Declaração dos Direitos Humanos: Art. 7).

Em um mundo onde a crueldade ainda existe, escolhamos seguir os caminhos da bondade, da empatia e do respeito mútuo. Que a sabedoria das Leis de D-us e a Declaração dos Direitos Humanos nos inspirem a criar uma sociedade mais justa e compassiva.

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