Corações Desenfreados Morrem Amargurados.

Corpos Vazios Deambulam: A Procura da Vez?
Não seja lâmia.
Corações desenfreados morrem amargurados.
Seja legal, não seja letal.

Não é hospital, é a rua.
É o lar de alguém sem moradia.
É cortesia que vem abordar os olhos.
É a voz na mesa do bar, no chuveiro, no altar.
É o barco de aluguel sem marinheiro…
É a travessia sem remos.

Atravessar os rios de Santa Fé,
Transcender as margens do Tietê,
Mergulhar em Jabaquara,
Comprar um bilhete para o deserto.

Porque cristalina são águas do corpo.
Escorrem os olhos, percorrem rostos.
Molha a alma, toca a vida.
Fonte viva é o vigor dos olhos.

Lábios vermelhos são só tinta,
Reluz o fulgor do êxtase.
Leveza esvoaçante…
Arruina-me os cabelos.
Suja o corpo e o coração.

Portanto, lave as mãos, os olhos,
Lave também o rim, o fígado e o coração.
Os lábios e os desejos.
Limpo esteja a oração, o intento, o zelo.

O instante entre o agora e o ontem,
O fio entre o hoje e o amanhã.
Que o fio não rompa com aqueles que amo amar.

É brisa de fim de agosto, fim de ciclo.
Eu quero é renovo.
Sem tristezas e ironias, sem preocupações tolas.
Setembro, mês dos inteligentes.
Mês que revivo sempre.

Senhor, queremos muito, mas precisamos é de saúde.
De sorrir com alegria, de amar o presente,
De esquecer tudo que já poderíamos,
De apreciar a estupenda vida!

Sinta o tempo.
Faça as oferendas!
Dedica ao amor, ao romance consigo.
E aos sonhos, e aos nossos!
Dedica sua vida aos projetos do Alto.

Deixe uma resposta

Com tecnologia WordPress.com.

Acima ↑

Descubra mais sobre Blog Tem Flor

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading