
No litoral da alma, onde ondas de emoção
se quebram contra o átrio, emergem sensações,
anseios e ilusões dançam ao vento.
Entre versos e realidade, uma fronteira tênue,
aspirações e fantasias se entrelaçam.
A poesia, um refúgio de espírito,
nunca erra, apenas revela verdades ocultas.
O átrio, um compasso fiel, lateja
com paixões e intensidades.
No entanto, vivemos uma terrível confusão,
entre o que anhelamos e o que é certo.
Entre o afeto e a miragem, entre
a realidade e a utopia, navegamos.
Sob o céu de azul profundo,
onde gaviões planam e gaivotas voam,
nossas almas se desenvolvem,
como redes lançadas ao mar.
O verbo da vida, uma promessa,
de viver, aspirar e sentir.
Mas quando a realidade nos desperta,
e o átrio se depara com a verdade?
Será que ainda restará espaço,
para idealizar, viver e sentir?
A poesia permanece, um farol,
iluminando caminhos incertos.
O átrio, um guia fiel, lateja
com confiança, orientando-nos
através das tempestades da vida,
em direção ao porto da serenidade.






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