
Ergo meus olhos para os montes: de onde virá o meu socorro?
Meu socorro vem de D-us, que fez os céus e a terra, que soprou o mar em dois, que escreveu nos céus constelações para guiar-me.
Ele é escudo e fortaleza, canto e vitória, coroa e esperança.
Se quiserem meu silêncio, darei cânticos;
Se quiserem meu choro, darei danças;
Se quiserem meu fim, darei começos.
Se pelo meu nome intentarem o mal,
não terão alívio nos dias escuros.
Se quiserem infligir meu corpo, sejam cegos pelos olhos da espada dourada do meu Protetor e pela chama do Arcanjo Miguel;
se tentarem minha mente, que se percam nas névoas que brotam das florestas sagradas.
Se me cercarem, que ventos uivantes invertam suas intenções.
Ainda que a guerra chegue, minha fé não se abalará;
a chuva e o trovão me cantarão cânticos de força;
o raio escreverá selos invisíveis no céu, proteção sobre minha fronte.
Se a calamidade sobrevier, D-us me esconderá em Sua Tenda;
e ainda que ventos tempestuosos soprem, as estacas da minha morada se manterão firmes;
as raízes da terra me abraçarão, os rios me conduzirão, e a lua vigiará meu sono.
Se minhas asas cansarem, D-us me guardará acima dos cumes,
onde as águias bebem vento,
onde o silêncio é coroa de eternidade,
onde as estrelas me circundam em círculo de luz,
onde o sol e a lua dançam em harmonia sobre minhas escolhas.
Se o alimento me for amargo, que eu crie aversão;
Se a comida me for para a moléstia, que recaia sobre quem semeou fardos em suas próprias terras.
Se desejarem meu desespero, serei serena;
Se desejarem meu sangue, beberão do próprio sangue justiceiro.
Se calúnias baterem à porta,
serão despedaçadas em suas próprias sendas violentas;
os trovões cantarão o aviso, e as folhas do carvalho balançarão em sentinela.
Pois quem me guarda governa o Universo:
faz nascer estrelas no céu para que eu brilhe,
põe limite ao mar para que não me alcance,
sopra vida nos ossos secos do vale,
e transforma tempestade em arco-íris sobre meu caminho.
O Rei está no campo e me sorri majestosamente;
faz-me filha, faz-me donzela, faz-me mulher justa;
faz-me grande diante do tribunal celestial, ergua minha fronte diante das nações.
E quando a noite for espessa,
Sua Luz se levantará como coluna de fogo;
e quando o dia for ardente,
Sua Sombra me cobrirá como coluna de nuvem.
Não temerei as mortandades do meio-dia,
nem a fraqueza que caminha na escuridão;
dez mil cairão, permanecerei de pé, vestida de luz;
pois na casa do Altíssimo há muitas moradas.
A Árvore da Vida estende seus ramos;
as sefirot me envolvem como muralha de rubi;
da Chesed recebo a bondade,
de Guevurá a justiça firme,
de Tiféret o equilíbrio perfeito.
O Rei ainda está no campo,
meu nome está selado em seu livro,
meu destino é regido pelo Eterno.
O vento sussurra segredos de proteção;
as ondas cantam cânticos antigos;
o fogo purifica, o gelo preserva;
as pedras guardam meus passos,
os búzios registram meus caminhos.
O sol desperta minha coragem, a lua embala meu espírito.
Pois Aquele que me guarda não dorme, não falha;
Ele me chama pelo meu nome desde o ventre da minha mãe,
me envolve com estrelas, rios, árvores,
e com a magia antiga que transforma sombras em luz.
[Say your prayers]







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