Segunda-feira. A primeira dos 365 dias desse capítulo. Página 15.168/41.Eita. O ano começa sem cerimônia: na encruza, o pó se mistura ao destino. Ẹ̀ṣù. Esse texto é dele. Ẹ̀ṣù é orixá. É filho. É voz que move o chão enquanto o céu observa. Sete vozes. Sete chaves. Sete chaves e nove primazias. Èsú é palavra... Continuar Lendo →
O caminho já te reconheceu
Imagem: Patiogba Há um redemoinho antigo que chega com dendê quente, com chama viva, com verdade que não acaricia. Nada de romantismo, o diálogo é sem massagem. Ele é mestre de encruzilhadas. É ele quem tudo come e que come antes, quem decide o ritmo, quem provoca movimento e te coloca na brasa para te... Continuar Lendo →
Fluxo interrompido
O afeto esfriou. Um frio que escala a femoral, a ilíaca e congela a veia cava inferior. O átrio não suporta, morre sufocado. Não há ar que aqueça tanta indiferença, sofrimento, mazelas. O corpo social emergiu em colapso. O que antes pulsava em rede agora se retrai como capilar que perde o fluxo. Eu vi... Continuar Lendo →
Estradas do Trespasse
Segunda-feira se abre como encruzilhada mas vibra com o infinito. Èsú atravessa o corpo e desperta: não há destino sem passo dado, não há proteção sem coragem em movimento. Erguer as tendas é rito antigo, lembrança de que nada é fixo. É habitar na casinha e celebrar sob o teto aberto da vida. É saber... Continuar Lendo →
Febre no Inverno
Libertando-me da antiga pele, do suor ansioso, da febre fria. Troquei de batom, de crenças, de filosofias. Tirei as vendas dos olhos e comprei um termômetro novo. Esvaziei os armários, a casa; troquei de lar, não tenho mais vestidos.Acendi a última sálvia. É uma noite úmida, barulhenta; o vento assopra verdades, rasga véus, abre os... Continuar Lendo →












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