
Anoitecer de sábado
Estou enjoada,
não tenho disposição.
Se puder, silencie.
Meu cálice tombado no chão.
Madrugada de domingo
Estou dopada,
não lembro muito.
Se puder, calle.
Meu cálice na fala do médico.
Alvorada de segunda-feira
Estou febril,
não sinto o ar.
Se puder, acalme.
Meu cálice no chuveiro.
Manhã de terça-feira
Estou off,
não acordei suando.
Se puder, hiberne.
Meu cálice na cama.
Tarde de quarta-feira
Estou náuseada,
não tenho fome.
Se puder, jejuem.
Meu cálice no prato.
Entardecer de quinta-feira
Estou melhorando,
não vomito mais.
Se puder, agradeça.
Meu cálice no brado da vela.
Noite de sexta-feira
Estou amorosa,
não quero mais remédios.
Se puder, sintonize.
Meu cálice no pôr do sol do Marujo.
Sábado… Domingo novamente…
Estou no décimo dia de suspeita.
Não posso sair, ainda tenho dores na cabeça e náuseas aleatórias.
Se puder, cuide-se!
Meu cálice num relato poético de uma gripizinha.
Publicado el 14 Jun 2020.












Você precisa fazer login para comentar.