Sou corpo. Qualquer corpo.

Sou corpo. Qualquer corpo.O que passa, o que fica, o que atravessa.Antes da massa, antes da forma, antes do barro. O corpo já sabia dos pesos do mundo, da sede infinita, dos limites dos goles. Febre infinita. A sede transpassa a alma. Devo correr? Meu corpo é copo antigo: lascado nas bordas, com alguns hematomas,... Continuar Lendo →

Alto, Ícaro. Voar mais alto!

Eu te trouxe girassóis enrolados em jornal velho e uma fita bonita... não eram narcisos como na música. Eram as flores do meu jardim, sem espinhos, colhidas no sol da manhã.O que você fez com as rosas que te ofertei?Elas estão expostas na mesa?A mesa está posta.A mesa, aquele velho local de conversa fiada, vazia,... Continuar Lendo →

A vida não queima sem seus ácidos.

A boca que não prova palavras hídricas, não sente a junção das hídricas. A vida não queima sem seus ácidos, corpos ciclópicos, líquidos cítricos. Mãos aguçam olhares, relâmpagos invadem esôfagos. Estômagos não digerem luz, fumaças vagam no espaço. O oxigênio potencializa os sons graves, um pulsar, sem estrelas, sem Freud, sem mapas. Um magnetar girando... Continuar Lendo →

A arte de dormir e sonhar

Quando o descanso se torna cuidado e o sonho, linguagem da almaDormir não é apenas desligar o corpo. Dormir é um gesto profundo de confiança na vida. É permitir que o corpo se entregue, que a mente silencie suas vigílias e que algo em nós continue trabalhando em segredo. Para a terceira geração, o sono... Continuar Lendo →

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