Muros E Grades, Engenheiros do Hawaii

Muros & grades Nas grandes cidades do pequeno dia-a-diaO medo nos leva a tudo, sobretudo a fantasiaEntão erguemos muros que nos dão a garantiaDe que morreremos cheios de uma vida tão vaziaEntão erguemos muros que nos dão a garantiaDe que morreremos cheios de uma vida tão vazia Nas grandes cidades de um país tão violentoOs... Continuar Lendo →

É triste explicar um poema…

"É triste explicar um poema. É inútil também. Um poema não se explica. É como um soco. E, se for perfeito, te alimenta para toda a vida. Um soco certamente te acorda e, se for em cheio, faz cair tua máscara, essa frívola, repugnante, empolada máscara que tentamos manter para atrair ou assustar. Se pelo... Continuar Lendo →

Valgo

De Jorge Luís Borges.De tanto perder aprendi a ganhar; de tanto chorar me desenhou o sorriso que tenho.Conheço tanto o chão que só olho para o céu. Bati tantas vezes no fundo que, sempre que desço, já sei que amanhã vou subir.Fico tão espantado quanto o ser humano é, que aprendi a ser eu mesmo.Tive... Continuar Lendo →

Amanhecer…

Ele chega, sua casa, seu lar.O jantar ainda posto na mesa.Consciências para a vida!Pele vazia: suas noites vazias.Poesias coladas na geladeira.Cerveja barata — não bebem!Tira a roupa, a capa do verão.Joga a nudez no cabideiro.O amor adormece no chuveiro!Ela não usa mais maquiagem,Mas pinta seus lábios de seu;Arranca a lingerie que sobrou.Atravessa o corpo de... Continuar Lendo →

Doce Mistério, Kanamajuri Kamaiurá – Poesias do Xingu

DOCE MISTÉRIOÉ gostoso amarAlguém e não revelarÉ gostoso amarAlguém em segredoPra não ser desprezadoEnquanto esse segredo duraÉ muito gostoso sonharO sofrimento faz parteDesse mistérioMas não chega a ser sérioUma vez descobertoO coração fica desertoDoce mistério chega ao fim(Kanamajuri Kamaiurá – Poesias do Xingu.)

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