Infelizmente, não houve 10 justos. A maldade e a destruição sempre habitarão em lugares onde recusam a justiça e a equidade. As cidades de Sodoma, Gomorra, Adma e Zeboim estavam tomadas por agressividade e violência, dominadas por orgulho, falta de hospitalidade e ausência de justiça. Calma, não há semelhanças com a nossa sociedade atual… (com ironia).
Mas, Senhor, Abraão persuadiu e não encontrou dez. Dez é um número próspero, sabia? No entanto, este número tende a ser injusto por conta do egoísmo. Qual é o seu numeral preferido? A justiça é o que D-us é; D-us ama a justiça. “Os justos alcançarão os céus, e os retos verão o seu rosto.” D-us sempre exigirá o probo, o íntegro, o digno, e condenará as injustiças, barbaridades, atos insensíveis e impiedosos.
Os textos bíblicos dizem que não há nenhum justo na terra por mérito ou virtude própria, e que é nosso dever tornar o mundo menos injusto. Então, sejamos pessoas de retidão, integridade e justiça. Busquemos a bondade todas as manhãs, tornemos o mundo mais acessível e equilibrado. (Eu tento… mas às vezes falho!) Pois há dias maus e pesados. Construamos um coração bom, sábio e alegre, vistamo-nos com armaduras justas, resistamos e permaneçamos firmes.
Meditamos a mente e o corpo, estudamos e zelamos pelas palavras puras e sabias do D-us, que são como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes.
Abraão estava sentado à porta de sua tenda, no calor do dia, quando viu três homens se aproximando. Ele os recebeu com hospitalidade, oferecendo-lhes comida e bebida. Os anjos disseram que estavam a caminho de Sodoma e Gomorra, cidades que estavam sendo destruídas por causa da sua maldade.
Abraão intercedeu por Sodoma e Gomorra, pedindo a D-us que poupasse as cidades se houvesse apenas 50 pessoas justas nelas. D-us respondeu que, se houvesse 50 pessoas justas, Ele pouparia as cidades. Abraão continuou a negociar com D-us, pedindo que Ele poupasse as cidades se houvesse apenas 45, 40, 30, 20 ou 10 pessoas justas. D-us concordou em poupar as cidades se houvesse apenas 10 pessoas justas.
No entanto, quando os anjos chegaram a Sodoma, eles encontraram apenas uma pessoa justa, Ló, o sobrinho de Abraão.

☕ O café de hoje é uma continuação silenciosa do estudo de ontem.
Vayerá ainda ressoa, mas agora sob outra luz: a do clamor que não encontrou resposta, da justiça que se perdeu no pó das ruas de Sodoma.
Avraham intercede. Pede, negocia, implora: se houver cinquenta justos, trinta, dez… mas nem um justo é encontrado. E é aqui que o texto se torna espelho: o que acontece com uma cidade ou com uma alma quando não resta nela nem um sopro de integridade?
D-us sempre exigirá o probo, o íntegro, o digno.
Não por rigidez, mas porque é na retidão que o mundo se sustenta.
O justo, mesmo solitário, é o pilar invisível que impede o colapso.
Quando o justo se cala ou desaparece, o caos se instala, o fogo se acende e o chão deixa de florescer.
Vayerá, neste ponto, não é apenas sobre Sodoma. É sobre nós, quando o olhar se torna indiferente, quando o senso de justiça se dilui na pressa, quando o “tanto faz” substitui o “é certo fazer o certo”.
Hoje, ao sorver o café, o convite é este:
ser o justo que ainda resta.
Mesmo que ninguém veja. Mesmo que pareça inútil.
Porque o mundo, talvez, ainda se sustente
por causa de um único coração íntegro que não desistiu de ser luz.
Segunda-feira, 10! | texto republicado | Cassiane Souza | temflor.com





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