Sou corpo. Qualquer corpo.O que passa, o que fica, o que atravessa.Antes da massa, antes da forma, antes do barro. O corpo já sabia dos pesos do mundo, da sede infinita, dos limites dos goles. Febre infinita. A sede transpassa a alma. Devo correr? Meu corpo é copo antigo: lascado nas bordas, com alguns hematomas,... Continuar Lendo →
Tua letra na minha pele
Se houvesse espaço e o pincel estivesse nas suas mãos, o que a poesia escreveria na alma? Garatujas, versículos, cartas escritas, descritas, receitas pormenorizadas, romantizadas... Haveria uma carta? Escreveria uma, mesmo que não fosse uma carta de amor, e sim, uma carta da existência, da resistência, da história, das outras vidas, da nobreza ou da... Continuar Lendo →
Alto, Ícaro. Voar mais alto!
Eu te trouxe girassóis enrolados em jornal velho e uma fita bonita... não eram narcisos como na música. Eram as flores do meu jardim, sem espinhos, colhidas no sol da manhã.O que você fez com as rosas que te ofertei?Elas estão expostas na mesa?A mesa está posta.A mesa, aquele velho local de conversa fiada, vazia,... Continuar Lendo →
A vida não queima sem seus ácidos.
A boca que não prova palavras hídricas, não sente a junção das hídricas. A vida não queima sem seus ácidos, corpos ciclópicos, líquidos cítricos. Mãos aguçam olhares, relâmpagos invadem esôfagos. Estômagos não digerem luz, fumaças vagam no espaço. O oxigênio potencializa os sons graves, um pulsar, sem estrelas, sem Freud, sem mapas. Um magnetar girando... Continuar Lendo →
Maresia
Tem uma vantagem nesse lugar. A maresia.Ela me lembra do cazuá. Dos porquês.Das idas, das vindas.Ela traz na brisa o cheiro de existência,mesmo com roupa que não veste a alma.Eu deixo que ela me toque devagar,como quem extermina uma memória antigae brisa, com cuidado, para não desfazer os castelos de areia que ainda estão ali,... Continuar Lendo →
Escrever, me basta!
Não preciso de rima,Nem do poema perfeito.Preciso da melodia da noite,Da poesia que flui sem limites.Preciso ouvir as partituras em braille,Sentir o ritmo da alma.Preciso ditar os passos dos sonhos,Dançar sob o céu estrelado.Estacionarei o balé em algum lugar quente,Longe das nuvens cinzas.Não preciso rimar,Escrever, me basta.Preciso dormir, ir, partir...E encontrar o silêncio que inspira.
O Convite Lunar: Uma Ode à Renovação
A lua, em crescimento, promete radiância,Conquistará o céu, mente e coração,Beleza transformadora, semelhante à vida,Tudo ao redor, em harmonia, se renova.Sua energia magnética, envolve e atrai,Equilíbrio e ascensão, para todos dai,Uma lua para amar, curar e iluminar,Amor e encanto, em seu ciclo renovar.Seu silêncio é poderoso, mudanças profunda,Alguns perceberão, outros agradecerão,Não promete, apenas é, em... Continuar Lendo →
Marujo, abraça nossas almas.
Aperta os pesadelos, afoga os anseios e leva embora todo empecilho que ainda pesa nos corpos náufragos.Tua força nas águas é maior que a nossa. Então navega pelas bandas de lá e renova as de cá.Traz o brilho da Rainha, que a pesca arrepia… guia os ventos, acolhe as tempestades.Faz-me navegar com firmeza, com aquela... Continuar Lendo →
Além das Sombras
Quando os desejos esfriam e o destino intervém,a mulher resta, como uma paisagem pós-tempestade,com cicatrizes que contam histórias de amor e perda.Sua alma, um vaso quebrado,onde restos de sonhos se espalham pelo chão,buscando sentido nos cacos da própria existência.Ela permanece, como uma estátua de mármore,esculpida pelo tempo e pelas lágrimas,com olhos que refletem o céu... Continuar Lendo →












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