Can you share a positive example of where you've felt loved? Descobri que não sou poeta; não passo de uma alma muda, perdida neste gesto de terra que me jogaram. Poetisa? Quem será que inventou isso? Poetas sofrem angústias apaixonadas; delírios febris; colapsos românticos. Se um dia estive poeta, já não estou; não nesta vida... Continuar Lendo →
Dose Sem Sede
Sinta o ar que abraça e entrelaça a pele, em doses extremas, na tensão. Sinta a eletricidade do copo chocar-se com cada vontade única que a mente atiçada provoca. O corpo ferve; a boca saliva por mais uma dose, em meio ao cômodo vazio, frio e impetuoso. Não importa o gosto do gozo. Garanta o... Continuar Lendo →
Sou corpo. Qualquer corpo.
Sou corpo. Qualquer corpo.O que passa, o que fica, o que atravessa.Antes da massa, antes da forma, antes do barro. O corpo já sabia dos pesos do mundo, da sede infinita, dos limites dos goles. Febre infinita. A sede transpassa a alma. Devo correr? Meu corpo é copo antigo: lascado nas bordas, com alguns hematomas,... Continuar Lendo →
Rés Demais Para Mergulhar em Águas Profundas
Treina a apnéia, dilata os brônquios. Cuidado com os tímpanos. Respira, não pira. Coloca o pulmão para trabalhar com eficiência. Refaça a respiração, inspira, respira, uma, duas, três vezes. Quanto for necessário, quando for preciso ou quando estiver bem disposto a enxergar. E quando estiver, olha bem para a água, peça licença, agradeça a oportunidade... Continuar Lendo →
Tua letra na minha pele
Se houvesse espaço e o pincel estivesse nas suas mãos, o que a poesia escreveria na alma? Garatujas, versículos, cartas escritas, descritas, receitas pormenorizadas, romantizadas... Haveria uma carta? Escreveria uma, mesmo que não fosse uma carta de amor, e sim, uma carta da existência, da resistência, da história, das outras vidas, da nobreza ou da... Continuar Lendo →
A vida não queima sem seus ácidos.
A boca que não prova palavras hídricas, não sente a junção das hídricas. A vida não queima sem seus ácidos, corpos ciclópicos, líquidos cítricos. Mãos aguçam olhares, relâmpagos invadem esôfagos. Estômagos não digerem luz, fumaças vagam no espaço. O oxigênio potencializa os sons graves, um pulsar, sem estrelas, sem Freud, sem mapas. Um magnetar girando... Continuar Lendo →








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