Qual a Medida de Avaliação?

Copo d’água, concha ao mar, a pérola? Piscina… eu gosto.
Olímpica ou de plástico? Tanto faz, sem fôlego – banheira.
Água sagrada: pia do banheiro.
Poço seco ou o fundo? Dá fundo. Pró-fundo. Profundo.
Imerso. Disperso. Raso.
Transborda o balde.
Enche as garrafas, as jarras, os filtros de barro.
Vai faltar água, ar, o sol da pureza.
Reutiliza a água. Fecha as torneiras.
Vai chover granizo e bramido.
Vai derreter e molhar.
Há chuva? A gota muda, nula.

Secando a embriaguez da vida com corpo ausente e seco,
encalhado, olhando o cruzeiro.
Copo cheio. Sede.
Mente dormente. Corpo danificado.
Cheio de água salgada. Transborda e nada.
Ainda sei nadar?

Chuveiro: água purificada.
Aguar as plantas do ar.
Aguar as mãos, limpar os olhos e o copo.
Girar o mundo desse lugar inquieto e inseguro.
Pasme, há paz.

Com quais réguas meço e converto a altura dos pés?
A fita métrica assusta-me: há obesidade fora do corpo físico.
Valei-me, D-us.

Arte: Daniel Minter

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