Escoba de Bruja

No último sábado, na festividade do Halloween, este ano no Brasil, com ênfase na promoção do Burg King (hambúrguer de graça pra quem chegasse voando em suas vassouras), algo me chamou atenção: as tantas vassouras nos vídeos reproduzidos por causa da promoção.

A vassoura, o objeto de limpeza, sendo utilizado como meio de transporte pelo público variado, em geral, muitos jovens. Carros estacionados no Templo das Deusas.

Na cidade onde moro, não há o comércio famoso dos hambúrgueres, mas existe uma multidão de jovens que reclamam e criam motivos para não usarem o objeto de limpeza: a vassoura, por exemplo. Incluo aqui minha querida hija imaculada e amada – a adolescente da casa.

Arrumar o quarto é uma procissão, varrer a casa, uma tormenta. E a casa não é um Minecraft com monstros com medo d’água correndo atrás de você. Mas os jovens correm. E voam de tarefas básicas, como utilizar a mágica da vassoura, voam velozmente, como voaram para as filas dos hambúrgueres.

Hoje, o café é encantado. Pó aromatizado e água quente, e o filtro que tu leste na semana retrasada. Depois, faxina com Escoba de Bruja ou lavagem de roupa suja?

Bom dia, vivos! Uma Abóbora vigiando os adolescentes.

Toda casa tem uma vassoura. Usa sua vassoura. Não só para limpar o ambiente, mas para varrer toda situação negativa que esteja minando seu canal de energia.

Com certeza, em algum momento, experimentou a leveza e o prazer de uma casinha limpa, cheirosa e perfumada. Lençóis e fronhas com aromas agradáveis são um magnífico descanso. Há quem troque as roupas de cama diariamente só pela sensação.

As maravilhas causadas pela limpeza são inquestionáveis, mas sabe quem mais gosta disso? Nossa mente, a alma, o espírito. Até o anjo de guarda agradece quando fazemos uma faxina na vida.

Não persista em abandonar a vassoura do lado de fora, ou pior, atrás da porta, espantando visitas indesejadas. Se essa “visita” não te faz bem, por que ainda frequenta seu ambiente? A pergunta inclui a casa, o trabalho, o aprendizado, a crença, a mente e o corpo.

Aproveite e inclua essas pessoas na limpeza. Sabe a visita que tu faz no cemitério todo ano em nome do falecido? Será que ainda faz sentido essa visita? A crença e a memória fazem, mas estou falando da emoção gerada.

Repense os relacionamentos com uma dose extra de amor próprio, sabedoria e olhar crítico. A vida continua…

A vassoura é um canal de varrição, purificação e equilíbrio. A palha vista nas vassouras das bruxas representa o poder feminino, que em equilíbrio com o poder masculino, promove harmonia e alegria, por consequência, um lar fértil e próspero.

Portanto, nunca dê sua vassoura, pois os objetos pessoais, os de madeira e de metais, carregam energias fluidas, e tu não quer doar sua energia.

A vassoura tem tempo útil. Quando o ano acaba, um novo ciclo começa. Faça o mesmo com sua vassoura: renova o ciclo comprando uma nova. Aliás, é uma escolha higiênica.

Faça isso com outros objetos, roupas antigas e até com pessoas abençoadas que só estão entulhando o ambiente e congestionando o fluir da sua vida. Cuidado para não ser a pessoa a ser afastada.

Troque sua vassoura sempre que sentir necessidade, mesmo que essa seja nova. Renova-se!

Começo a crer que toda casa deveria ter uma vassoura de palha. Seja para varrer as folhas caídas ou para lembrar que casa é lar e lar é união e coletivo. Coletivo, jovens adultos.

A bruxa tá exausta… ainda tem roupa suja para lavar. “Roupa suja se lava em casa…” Então, se eu sair de casa, não preciso lavar? Calma, conversa com a Márcia. Risos.

Enfim, segunda-feira, bora lavar a alma com alecrim, guiné e luz. Renascer nas cinzas do incenso. Agradecer!

Acenda sua vela. Zela o rezo amoroso das nossas famílias!

Meditação: café, mais café (pra mim), bolo de milho, sua prece mais graciosa às Almas que farão passagens e guarda-chuva na bolsa a semana inteira.

Isaías 14 – D-us varreu a Babilônia com a vassoura da destruição. Usa sua vassoura também. E reconstrua com fé e amor.

Bom Feriado (Brasil), Boa Semana e um Abençoado Novembro.


“Eu não sei dizer para onde vão perfumes de tantas flores… Eu não sei..
Eu só sei dizer que dentro de minh’alma, sinto a natureza cantando e chorando…”

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