Não nos encontraríamos no supermercado. Sessão de frutas? Nem mesmo no hortifruti, ou no mercado do peixe. Nem na sua cozinha! Já podemos morar na mesma cidade?
Qual pôr do sol é mais bonito? Qual o tamanho das possibilidades? Um copo com água, um café, uma carona pra casa? Um olhar distraído, perdido em meio a pensamentos exagerados. Sorriso entendido e automaticamente ignorado.
Um desejo possível, atividades corriqueiras, e lá se vão mais alguns meses… Eu continuo aqui, agora, novamente enferma. A febre chegou… A dor maltrata, a alma anestesiada sente o peso das insistências e desistências.
Nas visões, encontrei, mas não levei pro alto da montanha ou pra fumaça da fogueira. A sincronização tá pra nós, tanto quanto a riqueza tá pro povo. Isso traz receio.
O inconsciente trouxe-te pra perto; não quero que o consciente te carregue. Não quero ter que te deixar ir, quando tu és nitidamente vivo nas noites escuras. Não quero permitir a ida; tu és o consolo das “fantasias” mais árduas.
Desculpa, perdão por isso.
É noite de lua branca; encontrei-te envolto em luz, sem cor, reluzente e atraente. Era tu, provando e provocando a febre, a sede úmida e tensa de você.
Sou, não estou apaixonada. A diferença é que sou apaixonada por mim.











