Ontem, percebi que estava na baliza errada. Um trem sortido, premiado, mas incapaz de trazer fervor à vida.
O momento é efêmero; a existência, uma bênção!
Pela manhã, te amo intensamente e vislumbro partes retratadas. Quase escrevo um livro declamando tudo o que sido memorável. Sorte de quem nos tem na vida! E sorte também porque meus olhos me traem, e observo brilhos em profundas escuridões.
A noite, o exímio é o prato servido na mesa. Ontem, alguns silêncios e insônia; hoje, nem sei, não sinto fome. Rachem!
Primeiro, vou manter minhas Havaianas, essa chinela de dedo conhecida, causa de irritabilidade nos “designers expert da moda”. Não trocarei por sandálias de nuvens.
Em seguida, meu coque de todos os dias, um penteado para qualquer ocasião, com direito a fios brancos e desgrenhados, e por fim, acessórios hippies, incluindo uma mochila que leva a casa para todo lugar de fuga, mas não traz apetite. Posso fugir comigo? E contigo?
Avante ao destino quem serve o dia e ama a vida que planta. Quem gosta de novos rumos, de gente contente e interessada. De gente que gosta de lugares que não sejam prisões, libertinagem traiçoeiras ou vícios derradeiros.
Avante quem sabe ouvir das histórias do lugar, da sobrevida ou conversar com estranhos na rua sem julgar, traços, pele, vestimenta e alma, que talvez, seja nojenta.
Avante ao destino quem sabe abraçar o amigo quando precisa ou quando é possível. Presença é energia!
Mas estaciona quem carrega consciência, culpa ou remorso nas costas. Atravessa montes, estradas, trilhos, faz talismãs e se perde do caminho. Renovar também é caminho!
O que a última placa dizia? Quando falo que não tenho fome, exprimo que não fomento nada. Nem peixe cru, nem carne assada. Apenas um copo com água, vela, rosa, papel e lápis.
Algumas fomes são pratos renomados servidos num bar de subúrbio. Quando os pés estão cansados, não faz sentido colocar sapatos de caminhar ao invés de meias fofas para descansar.
Não é lógico arrumar a vida para deixar os outros bagunçar no meio da estrada. Tem vaga para mulher no seu clube extinto?







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