
A alma,
Escritos em cem textos.
Nenhum cabe na nudez.
A alma que reside despida,
O corpo furtivo em burca,
Estão nus, desvelados.
Sem caftan, sem talit,
Sem sutiãs e calções,
Sem brincos perolados,
Sem os chassidins, sem véus,
Sem adornos insignificantes.
A alma desnuda em luz,
E no reluzente, dizima
Mais dois mil textos minuciosos,
Dois, três calados, silenciados.
Não cabem o nu pintado nos olhos,
Nem concebe a cintilante da alma,
Nem o moralismo seráfico,
Nem espíritos que locucionam.
Só a compaixão amorosa liberta
A alma do corpo, Livre!
Imagem: Juli About Céramique








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