
Um verso para a alma cansada, mas ainda em movimento.
Há dias em que o horizonte desaparece.
Em que o chão, antes firme, se dissolve sob nossos pés.
E o mundo, que parecia organizado, vira um mapa molhado; borrado pelas lágrimas, pelo cansaço, pela incerteza.
Às vezes, é só isso mesmo: neblina na travessia.
Não é que você perdeu o rumo.
É que o caminho está pedindo silêncio, pausa, recolhimento… e, principalmente, fé.
Caminhos nublados também têm chão.
Às vezes, a fé é o mapa mais preciso.
Feche os olhos, sinta teu peito.
É lá que Òrúnmìlà cochicha a rota.
A sabedoria ancestral, mesmo quando não nomeada, vive em nós. E, quando tudo ao redor parece disperso, ela se revela na forma mais simples: um suspiro que te atravessa no meio da noite. Um arrepio ao pensar em desistir. Uma vontade de tentar mais uma vez, mesmo sem garantias.
O mundo quer pressa, produtividade, respostas prontas. Mas a alma não funciona assim. Ela anda em ciclos, respira em intervalos, floresce na espera.
Se os teus olhos não conseguem ver, feche-os. E ouça. Lá dentro, há um sussurro. Não vem da lógica, nem da certeza, mas do teu orí — o centro que sabe, mesmo quando tudo parece perdido.
Essa mensagem não tem fórmula. É só um lembrete: você ainda está em caminho. Mesmo que pareça parado. Mesmo que tudo esteja embaçado.
A energia também caminha dentro da névoa. E, às vezes, é justamente nela que a verdade se revela.
Respire. Confie. Cuida dos seus passos. E continue.
Afirmação: Eu me movo.















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