Flertes na Capela

Flerte na Capela
Sonhos de ascender ao fogo.
Vestidos esvoaçam sobre o mar,
a pele reveste o amargo dos tempos.

Há lume no magnetismo distante.
Flertes do tempo em visões disformes.
O reino não é vosso, não há vis.

Transparência aos pássaros caídos nas pedras,
mãos que seguram a alma do corpo,
pétalas que caem sobre as chamas dos pés.

Flertes com o corpo no barco.
Há um balé no vale de Santana!

Todas as gotas sangram os oceanos,
um radiante clarão que consome,
e o corpo estirado nas pedras.

Flerte na morte das nuvens do orvalho.
Na capela não bastam velas,
nem cartas aos séculos amantes.

Não há deslumbre e encanto,
nem promessas em campos.
Flerte com chá na capela.

Beleza nebulosa entre mundos,
cheiro do aquém, vis.
Vislumbre ao jardim escolhido,
almas apresentadas!

Flertes em Luz.
Acendam as velas do orbe,
vê-la em tons formosos e neutros.
Castelos erguidos, jardins destruídos,
a beleza no flerte é a imensidão deles.

Não há flertes na capela.

Inspiração, junho de 2020.

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