
Todo fênix traz o aroma das cinzas debaixo das plumas,
carrega em suas asas a força da criação
e em suas lágrimas, a cura.
Entre as próprias cinzas: um novo ciclo!
A roda começa a girar,
como num arco-íris sem íris e sem luz,
porque há alianças depois das chuvas, não novas.
Porquanto, não há o que destruir,
há muito para construir e reconstruir:
uma arca individual que abrace todos nós.
É mais um ciclo, mais um tempo,
mais um acrescido. Ao menos no calendário solar.
O Norte não é sol, é sempre estrela lunar.
Ela dita passos, faz andar descalços,
acorda o silêncio e escurece sorrisos.
É a fã da lágrima e a mora da vigília.
A dona do luar brilha, como sol noturno,
fria e serena. Não aquece, apenas ilumina,
orvalhando o caminho de quem passa.
E como passamos, Passarinho? Destruindo ou congelando? Amando e vivendo.
O fênix, com o que faísca as cinzas?
Pedras? Galhos secos? Combustão do corpo?
Para onde renasce o fênix?
Que nem eu nem você morram (desapareçam).
Ressuscitar é mais doloroso que glorioso.
E de dor já basta as do mundo.
Nota: Das cinzas renascem dor e amor.
Para a dor, cinzas; para o amor, sorrisos;
para a vida, alegrias!
Alegria e bênçãos em todos os dias!
¡Todavía hay mucho por hacer!
Inspiração, novembro 2021.






Deixe uma resposta