Reiki: Quando o corpo se permite o agora



O ano começa e, com ele, a lista de “fazer”: metas, promessas, planejamentos. Mas existe um convite que raramente escrevemos na agenda: o de sentir. Se o primeiro contato com o Reiki nos ensinou que ele é um “rio que corre através das mãos”, este novo ciclo nos pede para mergulhar nesse rio com mais profundidade.
Mais do que uma técnica para momentos de crise, o Reiki no dia a dia atua como uma faxina fina. É o alinhamento que não apenas “conserta” o que está torto, mas que devolve ao corpo a consciência de suas próprias fronteiras.


O diálogo entre o toque e a memória


Como vimos anteriormente, a ciência já valida o que as mãos sentem: a redução do cortisol e a ativação do sistema parassimpático. Mas, na prática clínica e pessoal, o que observamos é algo que vai além do dado fisiológico. É a descompressão da memória celular.
O corpo guarda o que a mente esquece. Aquela tensão no plexo solar diante de uma decisão difícil, ou o aperto na garganta pelo que não foi dito. No Reiki, ao focarmos nos centros de energia (chakras), estamos, na verdade, oferecendo uma escuta para essas memórias.


No Plexo Solar: Onde mora o nosso “fazer”. Alinhá-lo no início do ano é transformar a ansiedade da produtividade em confiança calma. É trocar o “preciso dar conta” pelo “eu ocupo o meu lugar”.


No Cardíaco: É onde retiramos a armadura. O benefício visível aqui é uma respiração mais ampla, que não se interrompe no meio do peito, mas que irriga o ser por inteiro.


Na Raiz: Onde o corpo pede chão. Em um mundo digital e acelerado, o Reiki nos devolve a sensação de que temos pernas, base e suporte.
Aprofundando a Prática: O “Porquê” do Alinhamento.


Muitos me perguntam: “Por que alinhar?”. Porque o início do ano é um portal de abertura. Se os canais estão obstruídos por cansaços antigos, a nova energia não circula; ela apenas se acumula sobre o que já está estagnado.


Ao receber ou praticar o auto-Reiki com foco nos benefícios de longo prazo, você começa a notar mudanças sutis:


A reatividade diminui: Aquilo que antes te tirava do sério passa a ser observado com uma distância segura.
O sono se torna reparador: Não é apenas dormir, é descer a níveis de descanso onde o corpo realmente se regenera.
A intuição se limpa: Com o chakra frontal menos sobrecarregado pelo excesso de telas e pensamentos, as respostas que você busca começam a emergir de dentro, e não de fora.


Um convite à presença


Se no texto anterior aprendemos a sequência do auto-Reiki, hoje o convite é sobre a qualidade da demora. Experimente, nesta semana, escolher apenas um ponto do seu corpo, aquele que mais gritou durante o ano passado.
Pode ser o estômago que digeriu sapos, ou os ombros que carregaram o mundo. Coloque suas mãos ali. Não para “curar” como quem conserta uma máquina, mas para acompanhar como quem cuida de um jardim.


O corpo não é um obstáculo para a espiritualidade; ele é o templo onde ela acontece.



Se você sentiu que o seu corpo pediu essa pausa, lembre-se de que o Reiki é um caminho de autonomia. Você pode revisitar as técnicas de auto-cuidado que compartilhei [aqui no blog] para fortalecer sua prática diária.


Que o seu “Ki” (energia vital) encontre caminhos livres para fluir neste novo tempo.


Àṣẹ. Que a intenção tenha poder.

Deixe uma resposta

Com tecnologia WordPress.com.

Acima ↑

Descubra mais sobre Blog Tem Flor

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading