
Amanheci entre o sono intenso da insônia e as cores de um céu silencioso, intenso e colorido.
É arco-íris que finda o dia e traz a oportunidade de resplandecer a luz divina da vida.
É um novo dia, de uma nova vida… És hora gris!
Não sei você, mas, tenho uma alma antiga, velha e cansada, não é preguiça, porém, é sem tempo para essas parafernálias do século em questão.
Definitivamente minha alma não é desde tempo, entretanto, o tempo é deste século, assim como esse céu sedutor, cheio de luzes refletidas, embelezando o despertar dos grilos.
Em meio ao vento, a água gelada do rio, a brisa leve sobre a pele, a oração dos pássaros, adormeci… transportei-me para os mais belos tons de azuis.
Os céus abriram-se diante das águas cristalinas e seus olhos trouxera-me para cá. Onde estou?
Não é a minha floresta, não é o meu jardim, seria o seu? Você tem uma montanha preferida?
Um silêncio impede-me de continuar a jornada…
Não ousei caminhar, não ousei sair, não ousei te olhar mais, fechei meus olhos e apenas quis tocar, sentir. Posso, devo?
Despertei assustada com as folhas no rio batendo em meu corpo. Já é tarde, não é mais gris, mais quis pra mim.







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