Afogamentos

De fome a vida não morre. Talvez, por afogamentos.

Experimenta o doce, o ácido, a salivação, a curta emoção do êxtase, o sabor depois do prazer, o cheiro das vontades, o perfume exalado dos poros, o gosto dos delírios e uma pequena dose de abstinência.

Ecoa… E o psicológico cobra: como tudo começa?

Olhares, sorrisos, aspirações, sarcasmos… Escondida, pensa: deseja, quer e foge.

Entrou no muro das pedras.

Buraco cavado. Novas ideias plantadas, amadurecendo. Escondida nos olhos.

Guardei o sorriso, mas, estou aqui, respirando desejos, alimentando gostos.

O sentir ficou pelas margens, com ondas batendo na areia, indo e voltando, fluindo aos poucos, entrando ao mar, até que as ondas sejam só mar, só água.

Não é o tempo, a intensidade, a profundidade, é o sentir antes da prova, quando tudo é só água dentro do copo. Esse, nem cheio e nem vazio, só água. E o que vem depois do gole, refresca, agrega, liberta e afoga.

Molhada pelas ondas, a energia toca parte do muro das pedras e a água molha parte do buraco cavado.

Não esconda olhares, sorrisos. Somos mais alegres quando aparece.

A voz é mais forte com pensamentos e os passos mais cautelosos com verdades. E os sonhos… parecem possíveis.

Seja inteiro, seja por inteiro, seja a parte inteira.

“Tem pessoas que precisam de nós, mais do que conseguimos enxergar. Talvez, ainda não veja, ou não consiga imaginar, mas, tens missões a cumprir.”

Não desista, descansa!


Nota: Olhando para o Eu por inteiro, sinto fome, muita fome, mas, só quero beber da água. Senhor, não me mata de sede!

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