A Alma é Batom Vermelho

Qual a cor da nudez da alma? A alma caminha pelada, sem sapatos. Pés na terra, olhar leve, mãos solicitas, cabelos esvoaçando sobre a careca, sorriso gostoso na vida.

A alma tem cor de batom vermelho, pintado na boca do corpo, pronunciando versos ausentes sobre a nudez que fala, sobre o corpo que grita e suja os lábios, borra a escrita do dia. A alma é batom vermelho, reflexos em espelhos, coração vazio, escrita cheia.

A alma não é nua, é nudez. E o corpo é servente da alma. Violenta é a alma do corpo que escorre em esmaltes, em pinturas e tinturas sorrateiras.

Abra os olhos, a visão e o peito. Aprecie a alma, encare o espelho. Sinta o corpo… Pés encharcados, mãos encostando em lábios, lágrimas molhando os traços.

Uma ânsia que chega impondo e põe o que não é para debaixo da terra. Revire a alma, jogue o corpo ao avesso do verso, ao avesso do tédio, ao harmonioso plexo. Desconstrua os consertos provisórios. Mergulhe… Veja os corais, tão vermelhos quanto os lábios da alma.

Refaz, do início, do começo donde brota a aura. Ouça, Cassie… é a concha, a pérola que brota no profundo da alma.

Nota: Sol em Peixes. Ano do Touro. Retorno quando o sol estiver taurino.

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