
Fé, semente cortada, noite calada, iluminando, reluzindo, reduzindo infinitos… São minhas invenções sob céus? E essas luzes nos céus… existem? Estou sem óculos, cega.
Paraíso é um sono em que não sonho. Sem chuva para a insônia. Sem água para lavar os céus. Nada está ocultado. Nem luzes, nem caminhos. Nem cores ofuscadas no arco, nem alvos.
A seta que atinge o alvo difícil é certeira; a seta que atinge o alvo invisível, nobre. O caminho é bom quando não há pedras? Mas há, e não afetam.
Não há flores, mas todas as sementes estão divididas e postas nas mãos, prontas para voarem como um dente-de-leão, que rugem ferozes. E a nobreza não tem chão ou pés. Para quê quero pés? Avoa. Sem chances para os medos. Anseios destruidores dos sonhos dos homens!
Só admiração ainda reina neste meu cálice. Amor, dedicação e esperança, tão típicos num bloco de notas jogados na gaveta de um móvel no sótão. E eu estou na cobertura de um depósito alugado, bem longe do móvel, bem longe do sótão.
Céu estrelado na beira do mar, Beira-mar, na beira do mar, machado molhado, machado afiado, machado irritado, justo.
A dor não é corte que sangra, não é pedra que racha, não é palavra sem valor, incertezas… não é tentativa pressuposta, é fato. A seiva escorre e afunda raízes… afia as lâminas, Machado.






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