O Quão Calça os Pés?

Ó Corpo, Luz que ilumina, aquece, arquiteta e dá vida. Corpo meu, seu, nosso. Corpo presente, pueril, bravio, colérico… corpo rugindo. Agradeço…
Cada gesto, nulo e exacerbado, madrugadas preciosas, manhãs intensas, fim e reinício de dias mágicos. O arco-íris que julga, a maresia que acalma e destrói. Água fria, algas curativas, chuviscos e tempestades. Apreciações raras, desesperos caros. Ânsias nos sonhos. Rosários nas paixões. Calendário para o próximo.

Reflexão: bons sapatos vêm do Alto. Céus e águas. Voos altos, aptos, rápidos, desejos baixos. Ressignificar. Pés e espírito no barro. Kaf kaf, mãos que educam, sarças não queimam. Magnitudes. Imaculada presença e todos os tempos silenciados, ofertados, ditados. Olhares não vistos. Braços abertos e abraços fechados. Solidão e ausência, plenitude em tudo. Mistério, verdades, desejos, consertos e sobras. Cacos. Clarezas.

Tão fracos, quão forte é resistir ao seu lado. Gratidão! Escritos, descritos, revistos, não ditos. Versos e saudades soltas, saúde íntegra. Rezos pensados, orais mudos, sestas emocionais, sabáticos não compreendidos. Aniquilação, compulsão, enjoos. Luz, caminhos, possibilidades, reconstrução. Agradeço!

Zelosos conselhos, aromas, gostos inusitados, belas canções escritas, sussurros que livram apuros, gritos que rasgam a pele, surras de flores farpadas, versos que lavram olhos, feridas desatam, ouvidos atentos, discernem. Alma que sangra, chora e vive. Sim, agradeço-te.

Olhar vigilante, anjo guardião, legião de bondade cintilante. As constelações. Visões e vilões. Questões óbvias, não simples. Sóis nos verões, alianças e aviões infinitos, Torah nas nuvens, engrenagem na vida. Livramentos. Cada adversidade que venho. Amor.

Políticos, governos, professores. Maçãs e livros. Baristas. Audições eternas. Pensamentos inesquecíveis. Viuvez, filhos. Amora minha. Agradeço: Flores, vinhos e queijos gostosos. Pessoas, poetas e passarinhos. Jornalistas que fazem sorrir, artistas que brilham, profissionais que abraçam, seres que Existem. Você! Ah, D-us… a comunhão anda ingrata.

O caminhar requer os calcâneos, pés bem calçados, porque o agir urge, solicita, reitera. Inté. Boa meditação.

Os comentários estão encerrados.

Com tecnologia WordPress.com.

Acima ↑

Descubra mais sobre Blog Tem Flor

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading