Das Liberdades Camufladas

Meditação: Romanos 12 | Seja renovada a vossa mente.

“Seja a mudança que você deseja ver no mundo.” (Mahatma Gandhi)

Os textos poderiam ser algo sobre alguém, ou aquém de qualquer um que flertasse com palavras, mas não: a real é que todo texto é egoísta e egocêntrico, e os meus são horrivelmente oscilantes – um defeito da escritora ou da escrita?

E por aqui só existe um narrador, um protagonista e um leitor, que, por acaso, é um fã assumido: o Eu. O Eu que chorou muitos textos perdidos e faltosos, até por fim compreender que esta era a maneira de comunicar-se com o Eu do futuro e com o Eu do passado, e por alguns instantes da consciência, com o Eu do agora.

E agora? Dou-me o luxo de não ignorar nada que escrevo (que mentirosa!), mesmo os arquivados num completo abandono e submissos ao aspecto de usá-los apenas quando for conveniente. Esse é? Sim. Sou interesseira com as palavras, sobretudo com as que sempre uso como pretensão para paginar o mofo que me destrói. Interesseira e esdrúxula com elas, sobretudo com as que prendem-me, nas liberdades camufladas ou em ansiedades perversas de anseios infinitos.

Ansiedade, tu já podes mudar de nome. Mudei a rua, o lar foi transferido de casa; o Eu abandonou a oca e levou consigo a ânsia egoísta, opressora e destruidora. E o Eu pode ser feio, mal-cheiroso e crente das suas crenças limitantes.

Mas calma, é só uma ode ao velho texto e ao antigo Eu – o morto e desorientado. O que reprime posturas inseguras e loucas vontades de chorar e gritar com o outro Eu, esse que dorme, mas sabe que precisa ser.

Ser, a qualquer modo e custo, apenas ser para segurar a barra que é escolher estar todos os dias. Putz, é tenso, menina! É solitário e cansativo, mas é necessário escolher a si primeiro, escolher a si antes dos outros. É importante se amar. Se amar primeiro, se valorizar por partes inteiras de quem és, e não há nada de errado ou egoísta nisto. É merecido; é escolha feita e priorizada.

E a palavra me escolhe, e ela me escolhe sempre. Sempre para ditar, mergulhar, informar, reclamar, saborear, questionar, silenciar – sobretudo sobre a minha própria vida. Aho, gratidão! – um paradoxo tenso ao ler o que dita, e uma lástima ansiosa saber que nego-a constantemente. Se valorize! E se escolha sempre!

Seja para tomar um café às cinco da manhã ou às quatro da tarde. Seja para pedir a bênção à mãe ou abençoar os filhos. Seja para doar ou pedir. Seja para ensinar ou aprender. Seja para o que precisar, faça. E realize sem o receio do que deixou para trás e sem a ânsia do futuro.

Bom ciclo para todos nós e um abraço especial para os nascidos em julho. Mês recheado com pizza, vinho e rock!

🍕🍷🤘

Consejos da Cassie:

Música: “Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás” – Os Mutantes

Filme: Comer Rezar Amar

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