
Em voo, ouvi alegrias e gritos de socorro. Senti a dormência nas palavras e uma paz importante consigo mesmo. Desceu os degraus ainda em pleno voo; sentiu mais do que suavidade ou choque.
Onde chegar, se o céu é a própria morada divina? Brisa que vem chegando, vento tempestuoso, do tipo que agita, grita, hipnotiza e conquista. Quem assopra as nuvens sabe que você habita um sonho nelas?
Ao cair em nuvens, molhou o corpo, transportou a alma. Que dor! Ossos que geram, gemem e secam. Onde foste? Ainda é uma subida.
Tentou equilibrar o salto, a elegância e a poesia do rezo, mas os olhos lacrimejaram em águas-vivas, e o corpo foi lavado pela silenciosa chuva.
Para onde vão as almas distraídas no mundo? Eu sei para onde vão as perdidas: ir bem mais alto! Isso é ultrapassar os jardins do Eterno, desejar além e encontrar a Luz na brecha da rocha.
Ao descer do voo, no meio do caminho, miramos um maestroso piloto aterrizando numa pista sem nomeação. É uma bonita história: retornar à escada.
#terçafeira ⚔
Imagem: Pinterest







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