Segunda-feira se abre como encruzilhada mas vibra com o infinito.
Èsú atravessa o corpo e desperta: não há destino sem passo dado, não há proteção sem coragem em movimento.
Erguer as tendas é rito antigo, lembrança de que nada é fixo.
É habitar na casinha e celebrar sob o teto aberto da vida.
É saber que o abrigo verdadeiro não é de tijolo mas de fé e flexibilidade.
Resiliência nasce do caos.
Não é pedra parada: é rio que se curva sem perder a força e a correnteza.
E rio não avisa como o mar que mostra a onda.
Rio engole em silêncio sem ninguém notar.
Èsú ensina: caranguejo não morre na lama.
Quem se adapta não quebra.
Quem acolhe a mudança encontra a chave.
O poder está em praticar o sim diante do novo, em responder ao inesperado com a mente firme e o coração levinho.
Èsú guarda os caminhos mas são os nossos passos que criam as estradas que levam ao trespasse.
Que esta primeira segunda-feira de outubro seja começo de rota: um passo à frente, uma tenda erguida, um coração resiliente que aprende a bailar com o inesperado.










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