
Quais seriam as indagações desnecessárias? As perguntas inquietantes, as palavras não proferidas ou as que são abusadas?
Flertei comigo e com outros mil textos de livros que nunca li, e que nem pretendia. Conheci outras orações, outras formas de cultivar afeto por mim e por D-us. Amei versos e ouvi poesias que, ao ler, me rasgam em páginas brancas, em linhas arrogantes de puro ódio e desdém ao que somos; outras, mais, enobrece a alma e o corpo.
Que chance eu teria? Eu teria, porque criaria palavras revestidas de unicidades, de liberdades e de comunhões. Palavras que incentivam o Ser. E outros? O que são? Quem são em minhas palavras? Que chance seriam se fossem? Não seriam.
Saudade é tudo que dizem sobrar quando o que já não é faz falta. E eu tenho saudade de nada. Não sinto como algo existente em mim. O que parece ser próximo é mais como os vinhos dos barris de ancestrais que não degustei. Então, que vinho nos serviria?
Eu abstemia. Eu vinho rose. Eu vinho tinto que nos abarca tanto. Eu sóbria crio mais que alucinantes. Eu acordada bebo água, enxergo, ouço e escrevo, mas com sono eu durmo e sonho alegre e vejo tristezas. E ao tempo do despertar, revejo trechos de outros encontros.
Um quebra a minha mente em perguntas, respostas e saudades que não são. Quais chances hão? Esse tipo de bebida é a que conta para as faltas, para aromas e saboreio de pudor e de dor. E saudade conta o quê?
Que chance há de dançar sobre saltos quando os pés estão baixos? E visando, qual a possibilidade de colidir os próprios sonhos? Altivez, educação, empatia, destreza… boniteza!
Tenho reparado adjetivos alheios, curiosidades, comidas apreciadas, corpos crus sendo exaltados nos lábios em cardápios cruéis. Onde chegamos? Aos deuses gregos? Nas meretrizes com seus aromas, negócios e dromedários?
Num mundo paralelo, o tapete mágico também seria amigo, mas eu não tentaria salvar a Jasmine. Que chance temos? Achismo vivo? Questões óbvias? Expectativas? Desejos não consumidos? Saudade? Não. Distância em distraídas ocasiões!
Temos que ir, sorrir, assistir, consumir, resistir e desvanecer. Teremos chance de abençoar mãos e repartir romãs?..
Textos republicados.






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