
Há um dia em que o mundo respira fundo,
e a vida pede pausa.
Um dia em que o corpo se recolhe,
para que a alma caminhe mais leve.
É Yom Kipur.
Não um castigo, mas um espelho.
Um tempo em que cada coração
se olha por dentro,
e pergunta:
“onde errei no amor,
na palavra, no gesto,
na semente que deixei de plantar?”
Jejuar não é apenas abster-se do pão,
é aprender a saborear o invisível:
a memória, o arrependimento,
a ternura reencontrada.
Yom Kipur é reconciliação,
não só com o Eterno,
mas com o humano em nós,
com o outro que cruza o caminho,
com a vida que segue,
mesmo quando tropeçamos.
É como varrer a casa interior,
abrir as janelas da alma,
e deixar que a luz branca
renove cada canto.
E, quando a noite cai,
e a vela se apaga devagar,
um novo ciclo começa.
Mais leve, mais inteiro,
mais pronto para amar.
Nota: bom jejum. Que tenhamos um bom ano.









Deixe uma resposta